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CATARINENSE, BRASILEIRA, LATINA... AGORA FAREI DAS PALAVRAS DE PAULO FREIRE, AS MINHAS... "MINHA FLORIANÓPOLICIDADE EXPLICA MINHA CATARINIDADE,QUE ESTA ESCLARECE MINHA SULINIDADE QUE, POR SUA VEZ, CLAREA MINHA BRASILIDADE, MINHA BRASILIDADE ELUCIDA MINHA LATINO-AMERICANIDADE E ESTA ME FAZ UMA MULHER DO MUNDO"
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

MANDALA DE GATINHO



La pregunta

Amor, una pregunta
te ha destrozado.

Yo he regresado a ti
desde la incertidumbre con espinas.

Te quiero recta como
la espada o el camino.

Pero te empeñas
en guardar un recodo
de sombra que no quiero.

Amor mío,
compréndeme,
te quiero toda,
de ojos a pies, a uñas,
por dentro,
toda la claridad, la que guardabas.

Soy yo, amor mío,
quien golpea tu puerta.
No es el fantasma, no es
el que antes se detuvo
en tu ventana.
Yo echo la puerta abajo:
yo entro en toda tu vida:
vengo a vivir en tu alma:
tú no puedes conmigo.

Tienes que abrir puerta a puerta,
tienes que obedecerme,
tienes que abrir los ojos
para que busque en ellos,
tienes que ver cómo ando
con pasos pesados
por todos los caminos
que, ciegos, me esperaban.

No me temas,
soy tuyo,
pero
no soy el pasajero ni el mendigo,
soy tu dueño,
el que tú esperabas,
y ahora entro
en tu vida,
para no salir más,
amor, amor, amor,
para quedarme.



Pablo Neruda

MARCADOR DE LIVRO

Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...

Florbela Espanca

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

GATITO PRETO


Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração

Chico Buarque

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

TRÊS GATINHOS

Num só cobertor
Órfãos num canto da rua
- Menino e gatinho.

Mary Leiko Fukai Terada


Vendinha de bairro.
Ressona feliz gatinho
no saco de estopa.

Fanny Dupré

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

GATINHO

O homem gostaria de ser peixe ou pássaro, a serpente gostaria de ter asas, o cão é um leão confuso...
Mas o gato quer ser somente gato,
e todo gato é um puro gato
desde o bigode ao rabo

Pablo Neruda



janela que se abre
o gato não sabe
se vai ou voa

Alice Ruiz

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

PESO DE PORTA DE GATITO

Ruído de chinelos
No quintal do lado -
Mas que calor...
Paulo Franchetti



Calor, tarde quente;
no banco da frente
o carro engoma a estrada
Winston



Vem me ver
Vem juntar seu calor ao meu
Não te quero ter
Só nos finais de semana
Vander Lee

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ALMOFADA DE GATINHO

Memória



Amar o perdido
deixa confundido
este coração.







Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.



As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão




Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Drummond

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

TAPETE DE GATINHO

Negro Gato Roberto Carlos

Miauuuuuu!

Eu sou o negro gato de arrepiar
E essa minha vida é mesmo de amargar
Só mesmo de um telhado aos outros desacato
Eu sou o negro gato, eu sou o negro gato

Minha triste história vou lhes contar
E depois de ouvi-la sei que vão chorar
Há tempos eu não sei o que é um bom prato
Eu sou o negro gato, eu sou o negro gato

Sete vidas tenho para viver
Sete chances tenho para vencer
Mas se não comer acabo num buraco
Eu sou o negro gato, eu sou o negro gato





Um dia lá no morro, pobre de mim
Queriam minha pele para tamborim
Apavorado, desapareci no mato
Eu sou o negro gato, eu sou o negro gato

quinta-feira, 29 de julho de 2010

ALMOFADAS DE ANIMAIS



A chuva passa
na rua, papel
que se amassa.

Robert Melançon



caligrama do mar
no papel de arroz
da areia

Alberto Marsicano

quarta-feira, 28 de julho de 2010

GATINHO BRANCO




Nascemos para amar; a Humanidade

Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura.

Tu és doce atractivo, oh fermosura,

Que encanta, que seduz, que persuade.

Quantas vezes, Amor, me tens ferido!

Quantas vezes, Razão, me tens curado!

Quão fácil é de um estado a outro estado!

O mortal sem querer é conduzido!

Nos torpes laços de beleza impura

Jazem meu coração, meu pensamento...
Bocage

Manuel Maria Barbosa Du Bocage

sábado, 24 de julho de 2010

PORTA CELULAR



ETERNO SONHO
Quelle est donc cette femme?
Je ne comprendrai pas.
Félix Arvers

Talvez alguém estes meus versos lendo
Não entenda que amor neles palpita,
Nem que saudade trágica, infinita
Por dentro dele sempre está vivendo.

Talvez que ela não fique percebendo
A paixão que me enleva e que me agita,
Como de uma alma dolorosa, aflita
Que um sentimento vai desfalecendo.

E talvez que ela ao ler-me, com piedade,
Diga, a sorrir, num pouco de amizade,
Boa, gentil e carinhosa e franca:

-- Ah! bem conheço o teu afeto triste...
E se em minha alma o mesmo não existe,
É que tens essa cor e é que eu sou branca!

Cruz e Souza

terça-feira, 20 de julho de 2010

BICHINHOS


A compaixão pelos animais
está intimamente ligada a bondade de caráter,
e quem é cruel com os animais
não pode ser um bom homem.

Arthur Schopenhauer

segunda-feira, 19 de julho de 2010

BICHINHOS

Eu triste sou calada
Eu brava sou estúpida
Eu lúcida sou chata
Eu gata sou esperta
Eu cega sou vidente
Eu carente sou insana
Eu malandra sou fresca
Eu seca sou vazia
Eu fria sou distante
Eu quente sou oleosa
Eu prosa sou tantas
Eu santa sou gelada
Eu salgada sou crua
Eu pura sou tentada
Eu sentada sou alta
Eu jovem sou donzela
Eu bela sou fútil
Eu útil sou boa
Eu à toa sou tua.

Martha Medeiros



sexta-feira, 9 de julho de 2010

GATITA

Entre o Ser e as Coisas

Onda e amor, onde amor, ando indagando
ao largo vento e à rocha imperativa,
e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva.

As almas, não, as almas vão pairando,
e, esquecendo a lição que já se esquiva,
tornam amor humor, e vago e brando
o que é de natureza corrosiva.



N´água e na pedra amor deixa gravados
seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas e mais nuas.

E nem os elementos encantados
sabem do amor que os punge e que é, pungido,
uma fogueira a arder no dia findo

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 8 de julho de 2010

GATINHOS

A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano.

Victor Hugo


O GATO E O RATO




Era um sujeito realmente distraído: na hora de dormir, beijou o relógio, deu corda no gato e enxotou a mulher pela janela.

Jô Soares

CITAÇÃO