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CATARINENSE, BRASILEIRA, LATINA... AGORA FAREI DAS PALAVRAS DE PAULO FREIRE, AS MINHAS... "MINHA FLORIANÓPOLICIDADE EXPLICA MINHA CATARINIDADE,QUE ESTA ESCLARECE MINHA SULINIDADE QUE, POR SUA VEZ, CLAREA MINHA BRASILIDADE, MINHA BRASILIDADE ELUCIDA MINHA LATINO-AMERICANIDADE E ESTA ME FAZ UMA MULHER DO MUNDO"
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segunda-feira, 30 de maio de 2011

PORTA COPOS

Flor de Caverna

Fica às vezes em nós um verso a que a ventura
Não é dada jamais de ver a luz do dia;
Fragmento de expressão de idéia fugidia,
Do pélago interior bóia na vaga escura.

Sós o ouvimos conosco; à meia voz murmura,
Vindo-nos da consciência a flux, lá da sombria
Profundeza da mente, onde erra e se enfastia,
Cantando, a distrair os ócios da clausura.

Da alma, qual por janela aberta par e par,
Outros livre se vão, voejando cento e cento
Ao sol, à vida, à glória e aplausos. Este não.

Este aí jaz entaipado, este aí jaz a esperar
Morra, volvendo ao nada, - embrião de pensamento
Abafado em si mesmo e em sua escuridão.

Alberto de Oliveira


terça-feira, 16 de novembro de 2010

BARRADO DE BORBOLETA

Desponta a estrela d'alva, a noite morre.
Pulam no mato alígeros cantores,
E doce a brisa no arraial das flores
Lânguidas queixas murmurando corre.

Volúvel tribo a solidão percorre
Das borboletas de brilhantes cores;
Soluça o arroio; diz a rola amores
Nas verdes balsas donde o orvalho escorre.

Tudo é luz e esplendor; tudo se esfuma
Às carícias da aurora, ao céu risonho,
Ao flóreo bafo que o sertão perfuma!

Porém minh'alma triste e sem um sonho
Repete olhando o prado, o rio, a espuma:
- Oh! mundo encantador, tu és medonho!

Fagundes Varela

terça-feira, 5 de outubro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

BARRADO FLORIDO


UM GOSTO DE PAISAGEM

As pessoas já

não fazem cara de nuvem.

O mundo mudou e não há diabo de

santo que saiba para onde

ele foi.

Só se sabe:

As pessoas estão com cara e jeito

de funcionamentos.

O mundo adquiriu

modos de máquina.

As habilidades estão amargando

as pessoas

de um gosto

de paisagem

de mundo.

Não só, eu sei:

As pessoas já não trazem rosto.

Eu me afundo

na máquina do mundo,

porém atravesso nela

com desgostos

e minha passagem não é muda.

Zeh Gustavo

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ELEFANTINHOS


Eu sou um grande elefante!
O elefante é o símbolo, não da lentidão, mas de estabilidade. É alguém muito sábio e inteligente, que sabe muito bem qual é a sua missão aqui na Terra. Com sua força, é capaz de superar todos obstáculos. O elefante assume todas as responsabilidades e diz: "deixa comigo!". Seu coração é grande. Você é muito dedicado à família!

Natalia alves...Nathy

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

BARRA ESPECIAL

"O tempo passa
a vida passa
tudo passa
só não passa a fixação que tenho por ti
como uva passa
que envelhece
mas não perde o sabor."

Cristeli

BARRADO



trincam uva a uva
os teus lábios tão vermelhos
desejo contido

José Félix

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

BARRADO ESPECIAL

A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande.

Roger Bussy-Rabutin

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

BARRADO COM MARGARIDAS



Auto-retrato

Provinciano que nunca soube
Escolher bem uma gravata;
Pernambucano a quem repugna
A faca do pernambucano;
Poeta ruim que na arte da prosa
Envelheceu na infância da arte,
E até mesmo escrevendo crônicas
Ficou cronista de província;
Arquiteto falhado, músico
Falhado (engoliu um dia
Um piano, mas o teclado
Ficou de fora); sem família,
Religião ou filosofia;
Mal tendo a inquietação de espírito
Que vem do sobrenatural,
E em matéria de profissão
Um tísico profissional.

Manoel Bandeira

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

BARRINHA ESPECIAL



POEMINHA DO CONTRA
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
Mário Quintana

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

SAPINHOS ALEGRES



Nós dois? - Não me lembro.
Quando era que a primavera
caía em setembro?
Guilherme de Almeida

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

BARRA PARA CORTINA

A Alma E A Matéria
Marisa Monte
Composição: Carlinhos Brown, Marisa Monte, Arnaldo Antunes
Procuro nas coisas vagas
Ciência!
Eu movo dezenas de músculos
Para sorrir...

Nos poros a contrair
Nas pétalas do jasmim
Com a brisa que vem roçar
Da outra margem do mar...

Procuro na paisagem
Cadência!
Os átomos coreografam
A grama do chão...

Na pele braile prá ler
Na superfície de mim
Milímetros de prazer
Quilômetros de paixão...





Vem pr'esse mundo
Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado
Entre eu e você
E a alma aproveita prá ser
A matéria e viver...

Procuro nas coisas vagas
Ciência!
Eu movo dezenas de músculos
Para sorrir...

Nos poros a contrair
Nas pétalas do jasmim
Com a brisa que vem roçar
Da outra margem do mar...

Procuro na paisagem
Cadência!
Os átomos coreografam
A grama do chão...

Na pele braile prá ler
Na superfície de mim
Milímetros de prazer
Quilômetros de paixão...

Vem pr'esse mundo
Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado
Entre eu e você...








Vem pr'esse mundo
Deus quer nascer
Que a alma aproveita prá ser
A matéria e viver
Que a alma aproveita prá ser
A matéria e viver
Que a alma aproveita prá
Viver!
Que a alma aproveita prá ser
A matéria e viver...

BARRADO PARA COLCHA




De Noite Na Cama Marisa Monte

De noite na cama, eu fico pensando
Se você me ama ... E quando
Se você me ama, eu fico pensando
De noite na cama ... E quando
De dia eu faço graça
Pra não dar bandeira
Não deixo você ver.
De dia o tempo passa como brincadeira
Longe de você
Por onde você mora
Se para ou se demora
Por hora não vou ter
Coragem de dizer
Mas há de haver a hora
... Se você for embora
Agora
De noite na cama, eu fico pensando
Se você me ama e quando
Se você me ama, eu fico pensando
De noite na cama e quando


ADORNO PARA CORTINA



Esperando na Janela Gilberto Gil

Ainda me lembro do seu caminhar
Seu jeito de olhar, eu me lembro bem
Fico querendo sentir o seu cheiro
É daquele jeito que ela tem
O tempo todo eu fico feito tonto
Sempre procurando, mas ela não vem
E esse aperto no fundo do peito
Desses que o sujeito não pode aguentar, ah
E esse aperto aumenta meu desejo
Eu não vejo a hora de poder lhe falar
Por isso eu vou na casa dela, ai, ai
Falar do meu amor pra ela, vai
Tá me esperando na janela, ai, ai
Não sei se vou me segurar
Por isso eu vou na casa dela, ai, ai
Falar do meu amor pra ela, vai
Tá me esperando na janela, ai, ai
Não sei se vou me segurar
Ainda me lembro do seu caminhar
Seu jeito de olhar, eu me lembro bem
Fico querendo sentir o seu cheiro
É daquele jeito que ela tem
O tempo todo eu fico feito tonto
Sempre procurando, mas ela não vem
E esse aperto no fundo do peito
Desses que o sujeito não pode aguentar, ah
E esse aperto aumenta meu desejo
Eu não vejo a hora de poder lhe falar
Por isso eu vou na casa dela, ai, ai
Falar do meu amor pra ela, vai
Tá me esperando na janela, ai, ai
Não sei se vou me segurar
Por isso eu vou na casa dela, ai, ai
Falar do meu amor pra ela, vai
Tá me esperando na janela, ai, ai
Não sei se vou me segurar


sexta-feira, 23 de julho de 2010

PORTA GUARDANAPOS E TOALHA DE NATAL

Aniversário é uma festa
Pra te lembrar
Do que resta.

Millôr Fernandes


Adestrei-me com o vento e minha festa é a tempestade.

Cecília Meireles



Sentado e sorrindo,
que faz o menino cego
na Festa das Flores?

Izo Goldman



Começo de chuva...
A tempestade faz festa,
no meio da rua.

Humberto del Maestro





Festa chega ao fim.
Beijos sobram na bandeja.
Todos de amendoim!...

Flora Figueiredo

terça-feira, 20 de julho de 2010

MINI TOALHA

Nosso sonho morreu. Devagarinho,
Rezemos uma prece doce e triste
Por alma desse sonho! Vá… baixinho…
Por esse sonho, amor, que não existe!

Vamos encher-lhe o seu caixão dolente
De roxas violetas; triste cor!
Triste como ele, nascido ao sol poente,
O nosso sonho… ai!… reza baixo… amor…





Foste tu que o mataste! E foi sorrindo,
Foi sorrindo e cantando alegremente,
Que tu mataste o nosso sonho lindo!

Nosso sonho morreu… Reza mansinho…
Ai, talvez que rezando, docemente,
O nosso sonho acorde… mais baixinho…

Florbela Espanca

GUARDANAPOS DE TECIDO


Pus-me a cantar minha pena
Com uma palavra tão doce
De maneira tão serena
Que até Deus pensou
Que fosse felicidade e não pena

Cecília Meireles

TOALHA QUADRADA E BARRA

No corpo feminino, esse retiro

No corpo feminino, esse retiro
— a doce bunda — é ainda o que prefiro.
A ela, meu mais íntimo suspiro,
pois tanto mais a apalpo quanto a miro.

Que tanto mais a quero, se me firo
em unhas protestantes, e respiro
a brisa dos planetas, no seu giro
lento, violento... Então, se ponho e tiro




a mão em concha — a mão, sábio papiro,
iluminando o gozo, qual lampiro,
ou se, dessedentado, já me estiro,

me penso, me restauro, me confiro,
o sentimento da morte eis que o adquiro:
de rola, a bunda torna-se vampiro.

Carlos Drummond de Andrade

CITAÇÃO