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CATARINENSE, BRASILEIRA, LATINA... AGORA FAREI DAS PALAVRAS DE PAULO FREIRE, AS MINHAS... "MINHA FLORIANÓPOLICIDADE EXPLICA MINHA CATARINIDADE,QUE ESTA ESCLARECE MINHA SULINIDADE QUE, POR SUA VEZ, CLAREA MINHA BRASILIDADE, MINHA BRASILIDADE ELUCIDA MINHA LATINO-AMERICANIDADE E ESTA ME FAZ UMA MULHER DO MUNDO"
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

PORTA VASOS E COPOS


Subi ladeira nas "carreira"
Te amei desfiladeiro abaixo
Encalacrei no lodo, na lama
Na areia movediça da carícia humana

Djavan

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

PORTA VELA PARA O NATAL


AMOR FEINHO
Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.

Adélia Prado

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

PORTA VELAS DE NATAL



"Amoras silvestres
No passeio público
Amores secretos
Debaixo dos guarda-chuvas
Tempestades que não param
Pára-raios quem não tem
Mesmo que não venha o trem
Não posso parar
Tempestades que não param
Pára-raios quem não tem
Mesmo que não venha o trem
Não posso parar..."

Zeca Baleiro

terça-feira, 31 de agosto de 2010

PORTA COPOS



Não é lamparina ou fósforo que ilumina mini certezas. É luz do dia, adeus à escuridão, oração sincera de paz. É silêncio do coração...

Camila Custodio

CASTIÇAL



Uma névoa de Outono o ar raro vela, (5-11-1932)

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

Fernando Pessoa

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ENFEITES



Sou entre flor e nuvem,
estrela e mar. Por que
havemos de ser unicamente
humanos, limitados em chorar?
Não encontro caminhos fáceis
de andar. Meu rosto vário
desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar.

Cecília Meireles

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CASTIÇAL DE GARRAFA

Água Também é Mar
Marisa Monte
Composição: Marisa Monte/Carlinhos Brown/Arnaldo Antunes
Água também é mar
E aqui na praia
também é margem

Já que não é urgente
Aguente e sente
aguarde o temporal
Chuva também
é água do mar lavada

No céu imagem
Há que tirar o sapato
e pisar
Com tato nesse litoral

Gire a torneira,
Perigas ver
Inunda o mundo,
o barco é você









Na distância, há de sonhar
Há de estancar
Gotas tantas não demora
Sede estranha

PARA COPOS E VELAS



A Saudade Não Passa
Marisa Monte
Mais um ano se passou
Desde que você deixou
A saudade aqui comigo
Eu pensei que fosse fácil
Esquecer o seu abraço
A lembrança continua
sofro, choro pelas ruas
Busco por notícias suas
Não te acho em nenhum lugar
Sinto falta de você
O que fiz pra te perder ?
Preciso tanto te esquecer

A noite é longa
O dia sem graça
Eu já fiz de tudo
A saudade não passa (bis)
Cadê o mundo
Que eu vivia
E você carregou?

Minha vida mudou tanto
Quando deito, vem o pranto
Não consigo mais dormir
Já não sei o que fazer
Outro amor não sei querer
Preciso tanto te esquecer.



sábado, 24 de julho de 2010

PORTA VELAS

MANHÃ

Alta alvorada. -- Os últimos nevoeiros
A luz que nasce levemente espalha;
Move-se o bosque, a selva que farfalha
Cheia da vida dos clarões primeiros.

Da passarada os vôos condoreiros,
Os cantos e o ar que as árvores ramalha
Lembram combate, estrídula batalha
De elementos contrários e altaneiros.

Vozes, trinados, vibrações, rumores
Crescem, vão se fundindo aos esplendores
Da luz que jorra de invisível taça.

E como um rei num galeão do Oriente
O sol põe-se a tocar bizarramente
Fanfarras marciais, trompas de caça.

Cruz e Souza


sexta-feira, 23 de julho de 2010

PORTA VELAS

Borboleta azul
raspa este céu de mansinho
insegura e frágil.

Eolo Yberê Libera


Numa pressa isana,
o jato divide em quatro
o azul-porcelana.

Flora Figueiredo



em sempre imóvel íris
verde-neve azul jacinto
e as abrasadas rosas

Sousândrade

sexta-feira, 16 de julho de 2010

LUMINÁRIA ROMANTICA

Vela

O vento vai levando o barco a vela
E o capitão cochila junto à proa.
Nos sonhos, a pensar noutra pessoa,
Nem vê que se aproxima uma procela.



Em meio à solidão que lhe revela
O mar, na infinitude que atordoa,
No peito, o coração navega à toa
Pelo além-mar sem fim do amor por ela.


Ah, se pudesse amá-la de verdade,
Naquele imenso mar, azul, tranqüilo,
Brilhando sob a luz da grande estrela,

Nem sofreria pela tempestade
Que, em breve, há de tirar-lhe do cochilo,
Como quem diz: "Aqui não podes tê-la!".

Bernardo Trancoso

quarta-feira, 7 de julho de 2010

PORTA VELAS



Uma névoa de Outono o ar raro vela, (5-11-1932)

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.






Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

Fernando Pessoa

CITAÇÃO