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CATARINENSE, BRASILEIRA, LATINA... AGORA FAREI DAS PALAVRAS DE PAULO FREIRE, AS MINHAS... "MINHA FLORIANÓPOLICIDADE EXPLICA MINHA CATARINIDADE,QUE ESTA ESCLARECE MINHA SULINIDADE QUE, POR SUA VEZ, CLAREA MINHA BRASILIDADE, MINHA BRASILIDADE ELUCIDA MINHA LATINO-AMERICANIDADE E ESTA ME FAZ UMA MULHER DO MUNDO"
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quarta-feira, 11 de maio de 2011

PUFF

As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.

Fernando Pessoa

Material
- 1 pufe redondo de 45 cm de diâmetro e 50 cm de altura
- 2 cones do barbante Apolo, da Círculo, com 400 g, cada um, na cor 6434 (roxo) ou 4146 (laranja ou 5406 (verde)
- Agulha para crochê n° 4 mm

Pontos empregados
- Ponto baixo (p. b.)
- Ponto baixíssimo (p.bxmo.)
- Correntinha (corr.)

Execução e acabamento
O pufe é todo trabalhado em carreiras circulares. Inicie o trabalho com 6 correntinhas e feche a carreira com ponto baixíssimo, formando uma argolinha. Todas as carreiras são trabalhadas em círculo:1° carreira: 12 pontos baixos; 2° carreira: 20 pontos baixos; 3° carreira em diante ir aumentando distribuidamente 10 pontos em cada carreira, tomando cuidado para não embabadar. Trabalhe sempre aumentando os pontos até completar 45 cm de diâmetro.

Agora trabalhe os pontos sem aumentar mais por 50 cm (isso irá formar o corpo do pufe). Coloque o pufe dentro da “capa” formada e comece a diminuir os pontos, 10 pontos por carreira (faça conforme início da peça). Trabalhe diminuindo pontos a cada carreira, até finalizar em 6 pontos. Arremate.




Flor
Faça 7 corretinhas e feche
com ponto baixíssimo em
círculo e continue
acompanhando o gráfico 1.
Depois da flor pronta, costure o botão bem no centro e aplique a flor costurando com a mesma linha no final do pufe.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

PUF

VAIDADE

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho...E não sou nada!...

Florbela Espanca

sexta-feira, 9 de julho de 2010

PUFF

SONETO

Imagens que passais pela retina
Dos meus olhos, porque não vos fixais?
Que passais como a água cristalina
Por uma fonte para nunca mais!...

Ou para o lago escuro onde termina
Vosso curso, silente de juncais,
E o vago medo angustioso domina,
- Porque ides sem mim, não me levais?

Sem vós o que são os meus olhos abertos?
- O espelho inútil, meus olhos pagãos!
Aridez de sucessivos desertos...

Fica sequer, sombra das minhas mãos,
Flexão casual de meus dedos incertos,
- Estranha sombra em movimentos vãos.

Camilo Pessanha

CITAÇÃO