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CATARINENSE, BRASILEIRA, LATINA... AGORA FAREI DAS PALAVRAS DE PAULO FREIRE, AS MINHAS... "MINHA FLORIANÓPOLICIDADE EXPLICA MINHA CATARINIDADE,QUE ESTA ESCLARECE MINHA SULINIDADE QUE, POR SUA VEZ, CLAREA MINHA BRASILIDADE, MINHA BRASILIDADE ELUCIDA MINHA LATINO-AMERICANIDADE E ESTA ME FAZ UMA MULHER DO MUNDO"
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

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" Fiquei mudo ao lhe conhecer,
o que vi foi demais, vazou
por toda a selva do meu ser,
Nada ficou intacto
Na fronteira de um oásis, meu coração em paz
se abalou
És surpresas demais que trazes ..."


Boa Noite

Djavan

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

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Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
-- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado

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Um mancebo no jogo se descora,
Outro bêbedo passa noite e dia,
Um tolo pela valsa viveria,
Um passeia a cavalo, outro namora.

Um outro que uma sina má devora
Faz das vidas alheias zombaria,
Outro toma rapé, um outro espia...
Quantos moços perdidos vejo agora!

Oh! não proíbam, pois, no meu retiro
Do pensamento ao merencório luto
A fumaça gentil por que suspiro.

Numa fumaça o canto d'alma escuto...
Um aroma balsâmico respiro,
Oh! deixai-me fumar o meu charuto!

Álvares de Azevedo

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

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Oh! Páginas da vida que eu amava



Oh! Páginas da vida que eu amava,

Rompei-vos! nunca mais! tão desgraçado! ...

Ardei, lembranças doces do passado!

Quero rir-me de tudo que eu amava!



E que doudo que eu fui! como eu pensava

Em mãe, amor de irmã! em sossegado

Adormecer na vida acalentado

Pelos lábios que eu tímido beijava!











Embora — é meu destino.Em treva densa

Dentro do peito a existência finda

Pressinto a morte na fatal doença!



A mim a solidão da noite infinda!

Possa dormir o trovador sem crença

Perdoa minha mãe - eu te amo ainda!
Álvares de Azevedo

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Exausto



Eu quero uma licença de dormir,

perdão pra descansar horas a fio,

sem ao menos sonhar

a leve palha de um pequeno sonho.

Quero o que antes da vida

foi o sono profundo das espécies,

a graça de um estado.

Semente.

Muito mais que raízes.

Adélia Prado



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"De noite, na cama, eu fico pensando
Se você me ama, e quando
Se você me ama, eu fico pensando
De noite, na cama, e quando
De dia eu faço graça pra não dar bandeira não deixo você ver
De dia tudo passa como brincadeira
Por longe de você
Por onde você mora, pára e se demora
Por hora não vou ter coragem de dizer
Mas há de haver a hora
Se você for embora, agora... "

("De noite, na cama" -Caetano Veloso)



domingo, 25 de julho de 2010

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LEMBRANÇAS APAGADAS

Outros, mais do que o meu, finos olfatos,
Sintam aquele aroma estranho e belo
Que tu, ó Lírio lânguido, singelo,
Guardaste nos teus íntimos recatos.

Que outros se lembrem dos sutis e exatos
Traços, que hoje não lembro e não revelo
E se recordem, com profundo anelo,
Da tua voz de siderais contatos...

Mas eu, para lembrar mortos encantos,
Rosas murchas de graças e quebrantos,
Linhas, perfil e tanta dor saudosa,

Tanto martírio, tanta mágoa e pena,
Precisaria de uma luz serene,
De uma luz imortal maravilhosa!...

Cruz e Souza

sábado, 24 de julho de 2010

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ETERNO SONHO
Quelle est donc cette femme?
Je ne comprendrai pas.
Félix Arvers

Talvez alguém estes meus versos lendo
Não entenda que amor neles palpita,
Nem que saudade trágica, infinita
Por dentro dele sempre está vivendo.

Talvez que ela não fique percebendo
A paixão que me enleva e que me agita,
Como de uma alma dolorosa, aflita
Que um sentimento vai desfalecendo.

E talvez que ela ao ler-me, com piedade,
Diga, a sorrir, num pouco de amizade,
Boa, gentil e carinhosa e franca:

-- Ah! bem conheço o teu afeto triste...
E se em minha alma o mesmo não existe,
É que tens essa cor e é que eu sou branca!

Cruz e Souza

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